











O passeio começou com a sua componente cultural, pois todos os nossos passeios têm sempre as componentes cultural, recreativa e convívio ao melhor nível. Desta vêz começámos com uma visita ao Museu Judaico em Belmonte, onde apreendemos um pouco da cultura judaica e das vicissitudes deste povo tão perseguido, primeiro pelos faraós, pelos Romanos, pela iquisição e por último (??!!) pelos Nazis.
Muitos de nós conhecem as actuais alheiras, e usam-nas na alimentação sem saber que a sua origem está nos Judeus, que a inventaram com carnes de galinha e outras aves para fingirem que comiam carne de porco, como os Cristãos. Hoje em dia fazem-se alheiras de tudo e mais alguma coisa.
Seguimos para Manteigas, com passagem por Valhelhas onde encontrámos um casal de Associados Amigos (o Victor e a Manuela), e fomos visitar o viveiro das trutas, que estão instaladas em vários tanques dispostos em socalcos na encosta, aproveitando a belissima água corrente que desce da montanha (as trutas aqui criadas são certamente muito boas).
Daqui seguiu-se para o Covão da Ametade, com alguma dificuldade devido às caracteristicas da estrada e à quantidade de trânsito descendente.
Começámos a ver neve nas bermas, primeiro pouca, mas aumentando à medida que se subia a serra. A paisagem circundante em pleno vale Glaciar do Zêzere é simplesmente espectacular, com as suas escarpas, rochedos, quedas de água, casas cobertas de colmo enfim, deslumbrante.
A paragem no Covão da Ametade destinou-se ao almoço, bem radical por sinal, podendo destacar a paisagem já totalmente branca por estar coberta de neve, o Rio Zêzere acabado de nascer, a neve fofa com meio metro de altura ou a já pisada e escorregadia. Aqui já começaram as brincadeiras e houve aspectos curiosos, como as fotos demonstram, nomeadamente uma familia que estendeu um impermeável para poder almoçar sem o incómodo daquela chuva esquisita que não era chuva nem neve, mas antes as duas coisas mais gêlo à mistura; houve também o recurso à refrigeração natural para refrescar o vinho (era preciso?).
Regressámos à estrada em direcção à Torre, mas à chegada ao Centro de Limpeza de Neves verificámos que a estrada estava cortada pela GNR devido a um forte nevão mais acima. Estacionámos por ali e foi a brincadeira geral (mas não total, pois houve quem não arriscasse sair do autocarro).
Retomou-se a viagem que se queria para Seia, mas não deu, fomos para a Covilhã e Castelo Branco com passagem pelo Fórum, onde houve quem aproveitasse para fazer compras e jantar.
Reiniciada a viagem, mais uma paragem na área de serviço de Vila Velha de Ródão, para retemperar forças pois vinhamos muito cansados (?); aqui fizémos mais um piquenique e aproveitámos para cantar os parabéns a você a uma aniversariante do dia (Rita Almeida) e outra de dias antes (Romana) e claro partir e comer o bolo.
Retomada a viagem chegámos a casa pelas 22 horas como estava previsto, sendo a satisfação geral o sentimento unânime, para o qual contribuiu sem dúvida alguma o nosso motorista, o Sr Helder Oliveira o qual mereceu nota máxima na nossa avaliação.